O coração é uma coisa estranha.
Um órgão tão indispensável
e tão indiferente.
Amar é padecer no paraíso. É ser feliz e sofrer,
é sentir falta de algo que nem se sabe o quê.
Seria bom se o coração fosse de papel.
Aí a gente escreveria até não ter espaço, ou até furar, ou até não querer mais escrever.
A gente observaria o que foi escrito, tentando não misturar com as linhas que sumiram sob o efeito de uma borracha.
E então a gente desmancharia o que ficou velho, ou que se tornou uma inverdade.
Sempre atualizando os dados desse pobre e precário coração.
Mas o coração não é de papel
e cada sentimento é um salto à ignorância.
Tudo parece ficar e ser gravado nesse parvo coração.
Na vida real é difícil se livrar das linhas que já foram escritas; tanto por apego à essas, como por medo das próximas e a dúvida de se essas próximas um dia existirão.
Cada um quer se poupar. E é nesse momento que as coisas arrebentam feito água na areia...
apertam, sufocam, machucam.
E todas essas bocas néscias não vertem meia só palavra do mar de angústias que esses corações encerram.
A gente pensa : " Ah, se eu pudesse apagar..."
Mas se a gente quiser; a gente apaga.
Última frase adaptada, mas caiu como uma luva pro que eu queria dizer.
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